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quinta-feira, 10 de maio de 2012

DERMATOZOONOSES - Dermatopatias entre pets e homens



DERMATOZOONOSES
Dermatozoonoses são doenças cutâneas transmitidas de animais para humanos, sendo prevalentes em regiões tropicais e subtropicais, consideradas entre os três primeiros distúrbios tegumentares mais comuns entre a população, afetando adultos e crianças. Além disso, trata-se de uma enfermidade ocupacional afetando veterinários, estudantes em graduação, técnicos e profissionais que atuam no ramo em contato direto com animais.

Figura 1: Dermatopatia disseminada em cão de provável etiologia fúngica 















DERMATOFITOSES:
As dermatofitoses são infecções micóticas superficiais causadas pelos fungos pertencentes aos gêneros Microsporum, Epydermophyton e Trichophyton, categorizados como queratolíticos, determinandodermatopatia de curso subagudo ou crônico. Entre eles, o mais comum em cães e gatos é o Microsporum canis, correspondendo a aproximadamente 90% dos casos. Ressalta-se também que aproximadamente 8% dos cães e 88% dos gatos carreiam assintomaticamente seus esporos. Tal fato está correlacionado a dados estatísticos que remetem ao M. canis como responsável por aproximadamente 15% das dermatofitoses humanas.



ESPOROTRICOSE:
Doença micótica causada pelo Sporothrix schenkii, afetando múltiplas espécies de mamíferos e humanos. Enfermidade de caráter granulomatoso e de curso subagudo a crônico. Atinge o tecido cutâneo, subcutâneo e linfático adjacente, podendo também manifestar-se sistemicamente. A infecção ocorre mecanicamente pelo implante traumático ou contaminação de soluções de continuidade. Em humanos está associada a acidentes de mordedura, arranhadura ou picada de animais carreadores assintomáticos, uma vez que o fungo é geofílico e pode viver saprofiticamente.


Sarcoptes scabiei var. canis  (dog scabies mite)
ACARÍASE SARCÓPTICA:
É causada pelo Sarcoptes scabiei. Trata-se de uma dermatose parasitária não sazonal determinandointenso prurido que tem o cão como hospedeiro preferencial. Transita em várias espécies causando lesões tegumentares em felinos e humanos, sendo as lesões em animais ocorridas em áreas glabras da pele e se caracterizando por hiperqueratose nas bordas de orelha, superfícies articulares e lesões pápulo-crostosas e eritematosas no abdômem.


DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico definitivo das dermatozoonoses é laboratorial. Exames através de microscopia direta de raspados e secreções, cultivo microbiológico e análises cito e histopatológicas evidenciam os agentes envolvidos, definindo assim a etiologia da doença. Vale lembrar a importância do diagnóstico diferencial que inclui dermatopatias de origem endócrina/metabólica além de hipersensibilidade/atopia.Atenção especial deve ser também destinada aos fatores predisponentes como doenças imunossupressoras, ambiente e hábito de vida do animal, com o propósito de instituir além da terapêutica específica, medidas de controle e prevenção das doenças.



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sexta-feira, 30 de março de 2012

Estudando a Leucemia Felina ( FeLV )


Estudando a Leucemia em gatos
Editoria: Vininha F. Carvalho23/1/2007

Leucemia em gatos também é fatal, mas pode ser evitada

Estudo do Hospital da USP observou que de 400 gatos atendidos, 13% estavam infectados com o vírus da Leucemia e a mortalidade nos animais doentes pode atingir até 100% em dois anos.

Pouco conhecida dos proprietários, a Leucemia Felina (FeLV) é uma doença que não tem cura e ataca o sistema imunológico do animal, facilitando a ocorrência e manifestação de outras enfermidades.

Além de altamente letal, outro fator de complicação é que os animais infectados, eventualmente, apresentam sintomas muito discretos.

Artigos publicados na Revista Animals (publicação bimestral da Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals) dão conta de que em populações infectadas apenas 44% dos animais, em média, têm manifestações clínicas evidentes da enfermidade. Essa particularidade dificulta o diagnóstico e, conseqüentemente, o tratamento, facilitando a disseminação da leucemia felina.

Altamente contagiosa, a leucemia é transmitida por vírus. Apesar da denominação ela nem sempre provoca tumores ou manifestações comuns ao câncer.

Nos felinos, os sintomas mais freqüentes são anemia, perda de peso, secreção nasal e ocular, diarréia crônica, imunodeficiência, leucemia e linfoma. Os filhotes são mais suscetíveis ao contágio por conta de seu sistema imune ainda imaturo.

Contágio:

Segundo o Professor da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, Archivaldo Reche Jr., a transmissão se dá por meio do contato entre um gato infectado e um outro com sistema imune pré-disposto. "Gatos que saem à rua e podem entrar em contato com outros gatos, assim como os gatos que vivem em abrigos ou gatis, são os principais candidatos a se infectarem, já que o vírus pode ser eliminado pela saliva, urina e fezes", afirma.

Após o contato com o vírus, alguns animais conseguem responder naturalmente à infecção com a formação de anticorpos, não desenvolvendo a doença. Outros se tornam portadores assintomáticos, representando uma importante fonte de infecção, pois eliminam o vírus.

Dos gatos infectados que adoecem, "o índice de mortalidade pode chegar a 100% em dois anos", relata Reche. É bom lembrar que o contágio não é restrito aos animais com sociabilidade freqüente. Contatos isolados também são capazes de promover a infecção.

Além disso, é comum que o contágio aconteça por meio de um novo felino inserido no ambiente. Caso típico é o do animal criado em apartamento, que ganha "um companheiro".

Tratamento e prevenção:

Ainda não existe tratamento para a leucemia felina. Reche afirma que a medida mais eficaz, no que diz respeito à infecção pelo vírus, é a vacinação dos animais suscetíveis. O professor alerta que antes de vacinar o animal é importante fazer o teste de diagnóstico para se certificar de que o gato não esteja infectado.

Impedir o acesso dos felinos à rua e, conseqüentemente, o contato com outros gatos, é tarefa praticamente impossível. Por outro lado, muitos animais são importante companhia para seus donos e perdê-los para a doença pode representar um custo emocional alto.

Vacina:

No Brasil, a imunização contra a leucemia felina pode ser feita pela vacina Fel-O-Vax LvK IV, da Fort Dodge Saúde Animal. Conhecida como "Quíntupla Felina", a vacina tem uma quinta fração viral que protege contra a FeLV. Além de prevenir a contra a leucemia felina, a "Quíntupla" confere proteção também contra Panleucopenia (a Parvovirose do gato), Rinotraqueíte, Calicivirose e Clamidiose. Essa combinação imuniza os gatos durante um ano contra as doenças mais freqüentes e graves.

A vacina requer duas doses iniciais para animais que nunca foram vacinados contra a leucemia, com intervalo de 21 dias entre elas e, depois, uma única aplicação anual. Além disso, a Fel-O-Vax possui em sua composição um adjuvante de imunidade específico para felinos que possui baixa capacidade de induzir inflamação, portanto extremamente segura.

Fonte: ADS Assessoria de Comunicações

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Transtornos das Glândulas Adrenais (Supra-renais) em Cães


As supra-renais, também conhecidas com adrenais, são duas glândulas, que como diz o nome, localizam-se em cima dos rins.

As adrenais exercem importantes funções no organismo através da produção dos seus hormônios.

Os principais são:

- Cortisol: É o chamado hormônio do estresse (estresse físico, que ocorre em cirurgias, infecções, traumas etc..). Uma das suas principais ações é garantir glicose (açúcar = energia) para as células, seja antagonizando a insulina ou estimulando a transformação de gorduras e proteínas em glicose. Também age modulando nosso sistema imune (sistema de defesa contra infecções). É o hormônio que prepara nosso corpo para lutar contra estresses.

- Adrogênios e estrogênios : São respectivamente os hormônios masculinos e femininos. ( leia sobre anabolizantes).

- Aldosterona: Age no rim controlando os níveis de sódio e potássio na urina e no sangue. É um dos principais hormônios no controle da pressão arterial ( leia sobre o sal e hipertensão).

- Adrenalina: É mais um hormônio do estresse. É chamado o hormônio de fuga ou luta (flight or fight em inglês). Quando liberado promove aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, do aporte de sangue para os músculos, aumenta a glicose disponível para as células e dilata as pupilas. Se o cortisol prepara o corpo para aguentar o estresse, a adrenalina promove os meios para o corpo atacar ou fugir do mesmo.

Bom, sabendo para que serve a supra-renal e o que seus hormônios promovem, fica fácil entender alguns sintomas da insuficiência adrenal.

- Hipotensão e choque circulatório
- Distúrbios do potássio e do sódio
- Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue)
- Alterações dos hormônios sexuais.
- Astenia crônica
- Anorexia (perda de apetite)

A principal causa é a doença de Adison, uma doença auto-imune (aquelas em que o organismo indevidamente produz anticorpos contra si mesmo). Mas pode ser causada por tuberculose, infecções graves, drogas e várias outras.

O excesso de funcionamento da adrenal normalmente está associado a tumores na mesma. Dependendo de que hormônio o tumor produza, teremos os sintomas:

- O excesso de cortisol causa a síndrome de Cushing, que cursa com diabetes, ganho de peso, supressão do sistema imune etc..

- O excesso de aldosterona causa baixa de potássio, aumento do sódio no sangue e hipertensão.

- Excesso de adrenalina é normalmente causado por um tumor chamado feocromocitoma, que provoca hipertensão, suores, palpitações, ataques de pânico, dores de cabeça

O que são transtornos das glândulas adrenais

Os transtornos das glândulas adrenais ocorrem quando elas não funcionam apropriadamente. Algumas vezes, a causa é um problema em outra glândula que ajuda a regular a glândula adrenal. Em outros casos, a própria glândula adrenal pode ter o problema.

Entre os muitos transtornos das glândulas adrenais, estão:
* Síndrome de Cushing.
* Hiperplasia adrenal congênita.
* Tumores Adrenais.
* Tumores pituitários.

Síndrome de Cushing

A síndrome de Cushing acontece quando o corpo da pessoa é exposto a muito hormônio cortisol. Nessa síndrome o organismo fabrica muito mais cortisol do que precisa. Por exemplo, tumores adrenais podem fazer que o corpo produza muito cortisol. Em alguns casos a criança nasce com uma forma de hiperplasia adrenal que ocasiona a síndrome de Cushing. Em outros casos, alguns medicamentos podem ocasionar muita produção de cortisol pelo corpo.

Hiperplasia adrenal congênita

A hiperplasia adrenal congênita é uma desordem genética de deficiência da glândula adrenal, na qual o corpo não fabrica cortisol suficiente. O organismo da pessoa com hiperplasia adrenal congênita também pode ter outros desequilíbrios hormonais, como não fabricar aldosterona suficiente, mas produzir muito andrógenos.

Tumores Adrenais

Tumores adrenais primários, tanto adenomas como carcinomas, surgem espontaneamente, secretando de forma autônoma quantidades excessivas de cortisol. As concentrações plasmáticas circulantes de ACTH são suprimidas, resultando na atrofia cortical da adrenal não envolvida (e de todas as células normais na adrenal envolvida). A secreção de cortisol por estes tumores é independente do controle hipotalâmico-pituitário. A secreção é aleatoriamente episódica. Os tumores adrenais tipicamente não são reativos à manipulação do eixo hipotalâmico-pituitario com agentes farmacológicos como a dexametasona. Em cães, não foram reconhecidas outras características além do tamanho do tumor, que auxiliem na distinção entre pacientes com adenomas adrenais e os com carcinomas adrenais (podem ser grandes), como foi reconhecido em seres humanos (JERICÓ et al, 2000).


 Tumor adrenal aderido ao rim. FONTE: HERIPRET, 2000.

Tumores pituitários

A glândula pituitária está localizada no cérebro e ajuda a regular a atividade da maioria das outras glândulas do organismo, incluindo as adrenais. Em casos raros, tumores benignos podem crescer na glândula pituitária, o que pode restringir os hormônios que ela libera. Em alguns casos, tumor na glândula pituitária pode ocasionar síndrome de Cushing. Em outros casos, o tumor na glândula pituitária pode reduzir a sua capacidade de liberar hormônios necessários para resposta “lute ou corra” ao estresse. Se o corpo for incapaz de administrar estresse psicológico - uma condição chamada doença de Addison - isso pode ser fatal.

Tratamento para transtornos das glândulas adrenais

O tratamento para transtornos das glândulas adrenais depende do tipo de transtorno ou da sua causa específica. O tratamento para síndrome de Cushing depende da sua causa. Se o excesso de cortisol for causado por medicação, o médico pode mudar a dosagem ou tentar medicamento diferente. Se a síndrome de Cushing for causada por muita fabricação de cortisol pelo corpo, o tratamento pode incluir medicação oral, cirurgia, radiação ou uma combinação desses.

Hiperplasia adrenal congênita não pode ser curada, mas pode ser tratada e controlada. Pessoas com hiperplasia adrenal congênita podem tomar medicamentos para ajudar a repor os hormônios que o corpo não está fabricando. Algumas pessoas com hiperplasia adrenal congênita somente precisam desses medicamentos se estiverem doentes, porém outras podem necessitar tomá-los diariamente.

Os tumores adrenais podem ser tratados com sucesso com cirurgia, medicamentos, ou uma combinação desses. O tratamento para tumores Adrenais depende do tipo e tamanhos desses. Quando se confirma o quadro de neoplasia funcional (que secreta hormônios) deve-se fazer a remoção cirúrgica se possível.

Os tumores pituitários podem ser tratados com sucesso com micro-cirurgia, radioterapia, cirurgia, medicamentos, ou uma combinação desses. O tratamento para tumores pituitários depende do tipo e tamanhos desses.


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terça-feira, 27 de março de 2012

Leucemia Felina - FeLV (Feline leukemia virus)

A Leucemia felina é uma doença causada pelo vírus FeLV (Feline leukemia virus) que compromete as defesas imunológicas dos gatos domésticos e felídeos selvagens. Com o vírus o animal fica exposto a doenças infecciosas, lesões na pele, anemias, retardo na cicatrização de feridas e problemas reprodutivos e mais suceptíveis à desenvolver tumores. Geralmente o animal morre com estes sintomas.

Animais infectados têm reduzida a vida, pois a doença não tem cura. Existe uma vacina contra o vírus mas sua eficácia não é comprovada. A infecção se dá através da saliva, urina e fezes de animais infectados, portanto o simples fato de dividir a mesma tigela de água com um gato contaminado é suficiente para infectar um gato sadio. Gatas prenhas podem transmitir o vírus através da placenta ou do leite para seus filhotes.

Classificação do vírus:

Família Retroviridae

Gênero Gammaretrovirus njnj

Espécie Feline leukemia virus


Seis passos da infecção pelo FeLV:
O vírus entra no organismo do gato, geralmente pela faringe onde infecta linfócitos B e macrófagos que serão filtrados pelos linfonodos e começam a se replicar.
O vírus atinge a corrente sanguínea e se distribui pelo corpo.
Infecção do sistema linfático.
Atuação do vírus sobre o sistema imune.
Infecção da medula óssea. Nesta fase o vírus se replica e infecta linfócitos, neutrófilos e eosinófilos formados na medula.
Presença do vírus nas mucosas, nos tecidos epiteliais, nas glândulas salivares e outros órgãos.

Os sintomas de Leucemia são na verdade os sintomas das diversas doenças que acometem o gato, por ele estar sem as defesas naturais, devido ao retrovírus.
Ele apresenta infecções crônicas como estomatite, gengivite, ulceras na boca, abcessos e feridas na pele que não cicatrizam, infecções no trato respiratório, anemia, acúmulo de líquido na cavidade pleural, desenvolvimento de tumores, febre, problemas reprodutivos e associação com Vírus da Imunodeficiencia Felina (FIV), Peritonite Infeciosa Felina (FIP), Hemobartonelose.
Todo gato com anemia e desordens sanguíneas deve ser testado para Leucemia.

A leucemia felina, não é igual à leucemia humana e não é contagiosa para o ser humano, transmitindo-se somente de gato para gato, pela saliva ou pelo sangue. Os gatos vacinados contra a leucemia estão protegidos em 95% dos casos. Castrando um animal, diminui-se a probabilidade de contaminação, já que o animal tende a permanecer mais em casa e não ter contato com outros gatos, deixando a chance de se infectar quase nula.

A leucemia felina é uma doença desconhecida por muitos veterinários, que, ao não saber como tratá-la, recomendam eutanasia do animal. Inicialmente, essa doença se manifesta pela perda parcial da defesa imunológica do gato portador. Porém, trata-se de uma doença degenerativa, cuja gravidade vai avançando, diminuindo assim vida do bichano em alguns anos. Tratamentos podem abrandar os problemas, sobretudo se o gato viver em boas condições, uma vez que, devido à baixa imunidade, qualquer pequena doença pode ser altamente perigosa para o animal.

Durante o tempo em que está em um estado crítico, o gato necessita de cuidados e boa alimentação, acompanhado por veterinários, do uso do interferon e outros complementos que o ajudem a ter defesas mais fortes.

Prognóstico para Leucemia

Não há como prever como um gato jovem vai reagir ao vírus da Leucemia.
Em alguns casos, somente alguns gatos ou apenas 1, de uma mesma ninhada é infectado, e o restante não.
Cerca de 30% dos filhotes e gatos adultos infectados pelo vírus, desenvolvem imunidade, nunca adoecendo.
Pode também ocorrer uma infecção latente, quando o vírus é mantido na medula óssea ou no sistema nervoso, onde não causa dano, até que devido a um stress, o sistema imunológico falhe e o vírus se reative.
O organismo de alguns gatos, consegue tolerar o vírus, mas não suprimi-lo, tendo o vírus na corrente sanguínea constantemente, sendo assim portadores e transmissores da doença.
Pode ainda ocorrer que o gato morra da infecção inicial pelo vírus da Leucemia.
Em alguns casos, o gato se torna susceptível a infecções na bexiga urinária, pode manifestar mudança de comportamento, podendo urinar em locais errados por se sentir fraco para ir até a caixa sanitária.
A leucemia, é causa comum de formação de líquidos nos pulmões, muitas vezes com a presença de tumores.
A leucemia felina "terminal", ocorre quando a doença atinge a medula óssea, anulando totalmente a produção de glóbulos brancos para a sua defesa; quando esta ocorre, o animal começa a ter a sua saúde deteriorada rapidamente e passa a sofrer fortes dores, de forma que o eutanasia é a única solução.
Sangue com Leucemia Felina


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Novo Possível Tratamento para Leishmânia - Buparvaquona

Cientistas usam droga adaptada para tratar leishmânia

Um fármaco empregado na clínica veterinária para tratar determinadas parasitoses demonstrou alta eficácia para o tratamento de leishmaniose visceral em modelos animais, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O estudo, cujos resultados serão publicados em breve na revista Experimental Parasitology, mostrou que a buparvaquona teve eficácia semelhante à do medicamento padrão utilizado contra a leishmaniose, mas com dose 150 vezes menor. De acordo com o coordenador da pesquisa, André Gustavo Tempone, do Instituto Adolfo Lutz, já se sabia que a buparvaquona é um dos fármacos mais ativos contra a leishmania no modelo in vitro, mas sua ação nunca havia sido reportada em modelos in vivo.
“Há grande expectativa de que esses resultados levem a futuros testes em humanos, pois o medicamento já se mostrava muito eficaz em testes in vitro. Só que em modelos animais sua ação era muito limitada, pois havia um gargalo: a droga não chegava ao fígado e ao baço do animal, que é onde ocorre a infecção pela Leishmania”, disse Tempone à Agência Fapesp.
Para driblar o gargalo, os pesquisadores utilizaram lipossomas, vesículas esféricas utilizadas para dirigir o fármaco de forma controlada com maior precisão à célula infectada. “Com o carreador lipossomal, conseguimos pela primeira vez demonstrar que é possível utilizar o medicamento para tratar a leishmaniose visceral”, destacou.
A pesquisa foi realizada no âmbito do projeto “Combinações terapêuticas na leishmaniose visceral: o potencial anti-leishmania de bloqueadores de canais de cálcio e o uso de nanoformulações lipossomais”, que teve apoio da Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e foi encerrado em julho de 2011.
O estudo faz parte também da pesquisa de doutorado de Sandra Reimão, realizada com bolsa da Fapesp sob a orientação de Tempone. Além de Reimão e Tempone, participaram do artigo os pesquisadores Fábio Colombo e Vera Pereira-Chioccola, todos do Departamento de Parasitologia do Instituto Adolfo Lutz.

Atualmente, Tempone coordena o projeto “From trypanosomes to Leishmania: novel drug candidates for the treatment of neglected parasitic diseases”, apoiado no âmbito do acordo de cooperação científica Fapesp-King’s College London.
Fórmula mais simples
Segundo Tempone, o novo trabalho é especialmente importante por se tratar de um estudo de adaptação de fármacos já existentes.
“Esse tipo de estudo, conhecido como piggy-back chemotherapy, embora não traga inovação no aspecto de descoberta de novas drogas, é importante do ponto de vista da saúde pública devido à possibilidade de colocar fármacos no mercado com mais rapidez. Como se trata de uma droga que já está no mercado, podemos dispensar, por exemplo, os testes de toxicidade. Começamos assim a desenvolver a nova aplicação a partir de uma fase mais avançada”, explicou.
A buparvaquona, segundo ele, é uma droga de uso clínico veterinário empregada contra uma parasitose, principalmente na Europa. Sua atividade anti-leishmania foi revelada pela primeira vez em um estudo publicado em 1992.
No entanto, os testes na ocasião foram feitos com a leishmaniose visceral provocada pela Leishmania donovani, o parasita predominante em países como a Índia. No Brasil, predomina a Leishmania chagasi.
“Essa droga foi perseguida por muitos anos pelo pessoal da área de parasitologia, que a tentava fazer funcionar, pois ela mostrava alta eficiência in vitro. O ineditismo da nossa contribuição consistiu em fazer a droga funcionar em modelos animais com a ajuda dos lipossomas”, contou Tempone.
Os pesquisadores utilizaram lipossomas convencionais, e não nanolipossomas, para que a formulação fosse mais simples. “Pensamos nas necessidades da indústria, que poderá no futuro produzir a droga. Por isso, tivemos a preocupação de fazer a formulação mais simples possível, para facilitar o escalonamento”, disse.
A formulação utilizada incluiu o uso de um fosfolipídio modificado que confere um direcionamento maior para a célula hospedeira, que na leishmaniose é o macrófago, presente no fígado e baço do animal.
“Utilizamos modelos de hamsters infectados com a Leishmania chagasi. Essa formulação lipossomal levou a droga ao fígado e ao baço dos animais. Ela mostrou que pode reduzir em 89% a carga parasitária no baço e em 67% a carga de parasitas no fígado. O mais importante, no entanto, é que para conseguir a mesma eficácia do glucantime, que é a droga padrão contra a leishmaniose, utilizamos uma dose 150 vezes menor.
Graças à tecnologia de PCR em tempo real, os pesquisadores conseguiram utilizar a biologia molecular como ferramenta no laboratório. “Utilizando a PCR em tempo real, conseguimos quantificar de forma precisa a ação de uma droga no modelo animal. Isso tem facilitado muito nossos estudos sobre novos fármacos”, disse Tempone.
A partir de agora, os pesquisadores trabalharão em novos estudos com modelos animais para definir as melhores vias de administração, a posologia adequada e o tempo de administração ideal. “Vamos investigar também os detalhes sobre a dinâmica de biodistribuição lipossomal desse fármaco no modelo animal”, disse.
O artigo Effectiveness of liposomal buparvaquone in an experimental hamster model of Leishmania (L.) infantum chagasi, de Juliana Reimão e outros, pode ser lido por assinantes da Experimental Parasitology em www.journals.elsevier.com/experimental-parasitology.
Fonte: Agência Fapesp

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Avaliação da Função Hepática em Cães e Gatos. ___ Quais exames recomendados e porquê.


O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?

A dosagem da AST e ALT, conhecidas antigamente como TGO e TGP, são ferramentas essenciais para o diagnóstico das doenças do fígado. Neste texto vamos explicar o que significa cada elemento do chamado hepatograma.

O que é o hepatograma?

Chamamos de hepatograma o conjunto de elementos dosados no sangue que fornecem indicações sobre o funcionamento do fígado. Por isso, o hepatograma pode também ser chamado de provas de função hepática.

O hepatograma consiste no doseamento das seguintes substâncias:

AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase), antigamente chamada de TGO (transaminase glutâmica oxalacética) e TGP (transaminase glutâmica pirúvica), respectivamente.
Fosfatase alcalina
GGT ou Gama GT (Gama glutamil transpeptidase)
Bilirrubinas (direta, indireta e total)
TAP (tempo de protrombina ativada) ou TP (tempo de protrombina) e INR
Albumina
LDH (lactato desidrogenase)




Em geral, nos pacientes assintomáticos e sem doença do fígado conhecida, apenas os 4 primeiros costumam ser solicitados. São exames de rastreio para se identificar alguma doença oculta do fígado e/ou das vias biliares. Já naqueles sabidamente com problemas hepáticos, a dosagem de todos os itens se faz necessária para uma melhor avaliação da função do fígado.

Vamos então falar detalhadamente de cada item:

1- Transaminases (ALT e AST) ou ( TGO e TGP)

As transaminases ou aminotransferases, são enzimas presentes dentro das células do nosso organismo, sendo responsáveis pela metabolização das proteínas. As duas principais aminotransferases são a AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase).

Estas enzimas estão presentes em várias células do nosso corpo e apresentam-se em grande quantidade no hepatócitos (células do fígado). O fígado é o órgão responsável pela metabolização de todas as substâncias presentes no sangue.

A AST (TGO) está presente também nas células dos músculos e do coração, enquanto que a ALT (TGP) é encontrada quase que somente dentro das células do fígado. A ALT, é portanto, muito mais específica para o fígado que a AST.




Toda vez que uma célula que contenha AST ou ALT sofre uma lesão, essas enzimas "vazam" para o sangue, aumentando a sua concentração sanguínea. Portanto, é fácil entender porque doenças do fígado, que causam lesão dos hepatócitos, cursam com níveis sanguíneos elevados de AST (TGO) e ALT (TGP).

Como as duas enzimas estão ricamente presentes nas células do fígado, as doenças deste órgão cursam com elevação semelhantes tanto da AST quanto da ALT.

As principais doenças que causam elevação das transaminases são:

- Hepatites virais e bacterianas
- Cirrose
- Esteatose hepática
- Lesão hepática por drogas e medicamentos (hepatite medicamentosa)
- Insuficiência cardíaca
- Isquemia do fígado (hepatite isquêmica)
- Câncer do fígado

Valores até 3x maiores que o limite são inespecíficos e podem inclusive significar lesão de outros órgãos que não o fígado. Lesões musculares e hipotireoidismo são causas de pequenas elevações, principalmente na AST. Lesões restritas as vias biliares também podem cursar com pequenos aumentos das transaminases, normalmente associada a grandes elevações da GGT e FA (explico mais adiante).

Lesões até 8x maiores que o valor limite, sugerem doença hepática, porém, só pelo valor não é possível distinguir qual a causa mais provável.

Transaminases maiores que 1000 U/L são geralmente causadas apenas por hepatites virais, hepatites por drogas (mais comum é intoxicação por paracetamol) ou hepatite isquêmica.

É importante salientar que é perfeitamente possível ter uma doença hepática crônica e possuir transaminases normais. Portanto, a ausência de alterações na AST e ALT não descarta doenças do fígado.

A LDH é uma enzima presente em vários tecidos do corpo. Nos casos de lesão hepática, seus valores também aumentam. Ela, porém, é muito menos específica para o fígado do que a AST e ALT. Mas é sempre mais um dado a ser levado em conta.

2- Fosfatase alcalina (FA) e Gama GT (GGT)

Enquanto as transaminases são usadas para se avaliar lesões das células do fígado, a fosfatase alcalina e a Gama GT são enzimas que se elevam quando há lesão das vias biliares.

Repare na ilustração abaixo. O fígado produz a bile, que é drenada pelas vias biliares. A árvore biliar nasce dentro do fígado e sua ramificações terminam se juntando, formando um ducto biliar comum, já fora do fígado, chamado de colédoco.



Clique na imagem para ampliá-la
A GGT e a fosfatase alcalina são enzimas presentes nas células das vias biliares, e analogamente à AST e ALT, a lesão dessas células causa a elevação de suas enzimas no sangue.

Porém, a GGT e a FA não são tão específicas para as vias biliares quanto a AST e, principalmente, a ALT para o fígado. A fosfatase alcalina pode ser encontrada em grande quantidade em vários outros órgãos, principalmente nos ossos, placenta e intestinos. A Gama GT também encontra-se no coração, no pâncreas e no próprio fígado.

Em geral, o que sugere lesões das vias biliares é a elevação concomitante de ambas enzimas. As principais patologias que cursam com elevação conjunta de GGT e fosfatase alcalina são:

- Obstrução das vias biliares
- Cirrose biliar primária
- Colangite (infecção das vias biliares)
- Câncer das vias biliares
- Drogas (corticóides, barbitúricos e fenitoína)

Doenças do fígado que causem lesão das vias biliares intra-hepáticas podem cursar com elevação da AST, ALT e também de GGT e FA. Do mesmo modo, obstruções das vias biliares que cursem com lesão do fígado também podem se apresentar com elevação das 4 enzimas.

3- Bilirrubinas

As bilirrubinas são restos da destruição das hemácias velhas e defeituosas pelo baço. A bilirrubina produzida no baço é transportada pelo sangue até o fígado, onde é processada e eliminada na bile. A bile é jogada no intestino, participa da digestão, e posteriormente é eliminada nas fezes (daí a cor marrom das fezes).

A bilirrubina do baço é chamada de bilirrubina indireta, enquanto que a transformada no fígado é a bilirrubina direta.

Nas análises de sangue conseguimos dosar os dois tipos de bilirrubina. De acordo com o tipo que se apresenta aumentado, podemos ter idéia da sua causa.

Se, por exemplo, temos alguma doença que aumente a destruição das hemácias (hemólise), teremos um aumento da bilirrubina indireta no sangue. Do mesmo modo, se o nosso fígado encontra-se doente e não funciona bem, a transformação de bilirrubina indireta em direta fica prejudicada, causando o acumulo da primeira.

Por outro lado, temos os casos em que a bilirrubina é transformada em direta, mas o fígado não consegue eliminá-la, fazendo com a mesma se acumule no sangue. Isto pode ocorrer no casos de obstrução do colédoco, seja por pedra ou por neoplasias. Em casos de hepatite aguda pode ocorrer edema das vias biliares intra-hepáticas e dificuldade das células do fígado em excretar a bilirrubina direta.

A bilirrubina total é a soma da direta com a indireta. Toda vez que seu valor sanguíneo for maior que 2 mg/dL, o paciente costuma apresentar-se com icterícia, a manifestação clínica da deposição de bilirrubina na pele.


Icterícia. Pele e olhos amarelados por deposição de bilirrubina.

Quando a icterícia ocorre por aumento da bilirrubina direta, isso significa que a mesma não consegue chegar aos intestinos. É comum que as fezes fiquem bem claras, quase brancas, pela falta de excreção do seu pigmento.

4- Outras dosagens da prova de função hepática

Uma vez estabelecido o diagnóstico de lesão no fígado, é possível ter uma idéia do grau de falência hepática. As duas principais dosagens para esse fim são a Albumina e o TAP / TP. Tempo de protrombina (TP) ou tempo de atividade da protrombina (TAP)

A albumina é um proteína produzida no fígado e a queda nos seus valores sanguíneos podem indicar má função hepática.

Do mesmo modo, o fígado também participa na produção de vitamina K que está envolvida no processo de coagulação do sangue. Pessoas com falência hepática apresentam maior dificuldade em coagular o sangue, o que pode ser aferido pela dosagem do TAP (TP) .


Autor do artigo

Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002.

Leia o texto original no site MD.Saúde: O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA? http://www.mdsaude.com/2009/12/ast-alt-tgo-tgp.html#ixzz1h1QbI9af

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Toxoplasmose


A toxoplasmose é uma protozoose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos e aves, bovinos animais silvestres, cães e gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos.

O gato está relacionado com a produção e eliminação dos oocistos (ovos). Ele ingere os cistos que estão nos tecidos dos ratos, lagartixas, pássaros e baratas, e passa a eliminar nas fezes os ovos (oocistos). Estes ovos têm que esporular no meio ambiente antes de se tornarem infectantes; este processo demora de 1 a 5 dias após a excreção, dependendo da temperatura e umidade do meio ambiente.

Os gatos, após terem se infestado pela primeira vez, desenvolvem imunidade e em uma nova contaminação não eliminam mais oocistos (ovos). Acredita-se que só 1% da população felina esteja eliminando oocistos.

Os gatos têm o hábito de limpar-se, não deixando restos de fezes pela pelagem, e enterram seus excrementos. A possibilidade de contaminação dos seus proprietários é mínima ou inexistente. Acariciar um gato, o tê-lo como animal de companhia não representa perigo. Mordidas ou aranhões do gato também não transmitem toxoplasmose.

A contaminação no homem acontece principalmente devido ao consumo de leite em natura (sem pasteurização), fundamentalmente de cabra e de vaca, carne crua ou mal cozida, de boi, coelho e principalmente de suíno, água contaminada em lugares onde não há saneamento básico, areias e terras contaminadas com fezes de animais doentes.

Um teste positivo para toxoplasmose de um gato ou de uma pessoa não quer dizer que esteja doente; somente com a repetição após 2 a 4 semanas e aumento deste titulo significa que estão doentes. Um resultado positivo só significa que provavelmente estejam imunes.

Não é recomendável o uso de microondas para o cozimento de carnes já que o calor não consegue fazer o cozimento por igual; a temperatura ideal para cozimento de carnes é 67C.

Frutas e verduras devem ser bem lavadas; não se deve experimentar carne crua ou embutidos em fase de maturação. O modo de contaminação mais comum é ingerindo carne mal cozida e contaminada. Lave sempre as mãos após manuseio de carnes cruas e contato com animais. Lave também os utensílio que tiveram contato com carne crua.

Não dê carne crua, vísceras ou ossos para seu bichano.

Também não podemos esquecer-nos de controlar as baratas, que também contaminam os alimentos.

Toxosplasmose existe em todo o mundo. Mais de metade da população, mesmo em países desenvolvidos, tem anticorpos específicos contra o parasita, o que significa que está ou já esteve infectado (o que não significa que tenha tido os sintomas da doença, pode ter tido a infecção assintomática).

É importante que as mulheres grávidas façam o exame que detecta se elas são imunes a toxoplasmose e evitem contato com fezes de gatos, o contato com as fezes transmite a doença e não o contato com o gato, ou seja, apesar de alguns médico dizerem para as mulheres grávidas se desfazerem de seus gatos, não há necessidade.

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